21 abril, 2017

SOBRE A AGROPECUÁRIA ALAGOANA

Por:
José Geraldo Vergetti de Siqueira
Regional ALAGOAS












Maceió, 28 de Outubro de 2013

Conheci José Ricardo há pelo menos meio século. Mantivemos sempre uma excelente relação de respeito e admiração. Comerciante cativante e um pródigo homem de negócios. As vezes imagino que não existe nenhuma casa, prédio, hospital que não possua um registro da Cristal Vidros. Marca registrada do comércio na sua especialidade. Nossas famílias sempre foram interligadas pela alegria natural da juventude e continuam na admiração recíproca, e especialmente pela vocação cristã que adornam seus profundos sentimentos religiosos.

Fiz visitas cordiais ao Ricardo em seu escritório na Cristal Vidros.  Ao cumprimentar-me levava o interfone ao ouvido e solicitava um café capuccino para eu degustar. Os assuntos mais diversos tinham a colaboração pedagógica da prática de vida e assim decorríamos sobre tudo, inclusive sobre agropecuária cujo conhecimento era do seu domínio. Exemplo de agropecuarista e produtor que transformou o campo em jardins e ornamentou parte da rodovia em preciosas flores.

Não era filho de União dos Palmares. Adotou a cidade e foi lá que viveu seus mais encantadores sentimentos da existência humana. Conviveu com a cultura cabocla. Absorveu a religiosidade do povo e fez peregrinação ao Juazeiro do Norte conduzido pela fé e robustecido pela espiritualidade concentrada naqueles momentos.

Fomos vizinhos no famoso e histórico vale do Sueca. Enfrentamos péssimas estradas de barro vermelho. Ele com a fazenda São Geraldo com baixadas repletas de Braquiárias (tender-glass) e eu na fazenda Sueca. Diversas vezes Ricardo com seus familiares foram visitados. Adorava saborear um sarapatel com uma cerveja gelada.

Nossa produção de bezerro nelore só tinha um destino: Fazenda São Geraldo. Além de negociar meus animais, restava-me vê-lo semanalmente na beira da estrada em regime de crescimento e engorda.

E agora José? Quantos fornecedores de bezerros, Emílio Maia, irmãos Barros Correia, Vinícius Cansanção, Jaime Vergetti, dentre tantos outros numa irmandade negocial onde não era só o negócio que funcionava e sim um sentimento inter humano que prevalecia a cordialidade que era irmã gêmea da confiança.

Será que o desaparecimento do nosso exemplar agropecuarista não irá ter repercussões nos negócios da pecuária alagoana?

Em verdade todos nós ficamos desconsolados com a ausência do Ricardo. Resta-me reforçar com toda família o grau de amizade que alimentamos por todos esses anos e em meu nome, e dos meus irmãos Lindolfo, George, Afrânio, Zé Vergetti e Jaime e Memé e de Aleir e meus filhos Luzirene, Jaqueline, Vega e Geraldinho e dos meus genros Fábio e Junior, nossas divinas e sacrossantas orações.



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