11 novembro, 2017

MADRUGADA INSONE

Por:
Fernando Barroso Duarte
Regional CEARÁ













Durmo no vácuo da noite
Viajo campinas desconhecidas
Me cubro, agasalho meus pensamentos no que deveria ser
calada da madrugada
Mas o vento uiva, ricocheteia,
reverbera, diz que está lá fora e
que não consegue dormir

Assim estamos nós
Minha alma pega carona neste vento
acelerado madrugada a dentro
Me viro, respiro, adormeço e acordo
Sinto tal qual um canal, em que sonhos,
temores, incertezas, viajam velozes e
incontroláveis no turbilhão da madrugada

Que noite!
Que vácuo de vento!
Quem sou eu?
Porque estou a correr tanto neste canal de vento?
que uiva loucamente e pede so um pouco de silêncio para repousar
seus sonhos

E vento sonha?
ou só gente pode?
Cachorro também não?
Sei não

Acho que eu só queria dormir até despertar e nem ouvir lá fora.
Pouco me importa a direção da ventania
Não devia ventar à noite.


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