22 setembro, 2017

MEU BANCO DA PRACINHA

Por:
José Wilson de Souza
Regional CEARÁ













Procurei o meu banco, da pracinha, 
Lembrei dos folguedos de crianças brincando,
Dos casais enamorados passeando,
Bem em frente, nossa igrejinha.
Aos pés do altar eu, sacristão. Rezando
Contrita em oração, minha avozinha.

Minha cabeça ficou em um torvelinho.
Tive a visão de minha infância, doce encanto,
Quando eu e outras crianças alegres saltitantes,
Pulávamos felizes a "amarelinha".

Sorriamos, cantando em grande algazarra
Entre as ramagens de jardins bem cuidados.
Felizes perseguíamos revoadas de borboletas
Troféus vivos da meninada.

Éramos crianças. Como corríamos
Em busca de borboletas, vários matizes.
Sorriam apaixonados os casais sonhadores.
Na igrejinha, hoje Catedral, hinos de louvores.

A pracinha, hoje sem jardins e borboletas, está calçada.
Aquele banquinho da pracinha, qual o paradeiro?
Casais românticos não mais existem, nem os brinquedos.
Não encontrei nada, e com saudades faço caminhada.



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