01 setembro, 2017

FEITA PARA DANÇAR

Por:
Josyanne Rita de Arruda Franco
Regional SÃO PAULO
Presidente Nacional 2017/2018
E-mail: josyannerita@gmail.com

                                          









Muito se tem falado sobre as dificuldades de convivência do mundo hodierno, com sua velocidade alucinante e o esvaziamento de sentidos para coisas e situações antes tão importantes, atrapalhando planos e metas a serem alcançadas.

Proliferam fórmulas e programações mentais para um conceito de bem-viver, que acaba por seguir padrões estabelecidos por alguma celebridade midiática. Investe-se tempo e recursos financeiros para isso, prometendo alívio de dores psíquica, emocional e social, que em muito têm caracterizado o adoecimento da sociedade.

Permissividade excessiva, conquistas fáceis e, por conseguinte, banais, atolam as mídias disponíveis de informações inúteis e compartilhamentos pouco sinceros e fortuitos.

Onde estará a beleza do viver, se o desconsolo e o desamparo grassam pelos terrenos onde caminha a humanidade, cultivando desprazer e frustração?
      
Quando Herophilus (335-280 A.c) e Erasistratus (c. 310-250 a. C), no Egito, começaram os estudos anatômicos do cérebro, inauguraram a eterna busca da compreensão do funcionamento cerebral que hoje tem, na neurociência, avanços importantes para o entendimento da mente e do comportamento humanos.
      
Vários conceitos sobre fantasia, imaginação, senso comum, alma sensitiva, pensamento, discernimento e memória, entre tantos outros, estiveram ( e continuam!) desafiando cientistas e filósofos na busca do esclarecimento das complexas funções cerebrais.
      
Milênios depois, as perguntas se multiplicam, apesar de ampliados esclarecimentos.
      
Tais questões estão presentes quando se olha para o mundo e sua grande variedade de povos, costumes, história e desafios. O que buscamos para o futuro?
      
Muitos se deixam levar, outros buscam incessantemente por algo que muito desejam ou desconhecem. Mas seguimos o fluxo da vida, dançando conforme a música pede.
      
Talvez seja apenas uma reflexão filosófica, alijada da ciência. Talvez uma questão de foro íntimo, um filete de água gotejando dúvidas sobre um tema recorrente: o papel de cada um no alguidar da diversidade.
      
Quem sabe o viver seja bem menos complexo do que quer nossa vã inquietação? Quem sabe seja simples, como a felicidade comum e alegre de ouvir “Garota de Ipanema” executada por uma orquestra? Ou “Corcovado”, convidando a dançar? Salve os sábios Toquinho, Vinícius e Tom!
      
Ao observarmos qualquer criança de tenra idade ao escutar qualquer música tocando ao longe, notaremos que imediatamente ela sacoleja bracinhos e perninhas, sorrindo com os olhos, enquanto a saliva doce confere brilho e umidade à boca, ainda quase sem dentinhos... Inebriada de som, deixa-se levar no movimento que aprecia com deleite.
      
Às vezes aproveitamos pouco o curto tempo que nos é oferecido sobre a terra. Elencamos dificuldades e olhamos àquela lista sem saber o que fazer ou por onde começar. No entanto, a vida acontece agora, a cada convite, em cada oportunidade.
  
A boa música é o bálsamo da alma, encontro singular com o nosso movimento interior, traduzindo a percepção de que estamos vivos e prontos para continuar.

Roberto e Erasmo disseram, em canção inspirada: “Se você não vem comigo / Tudo isso vai ficar / No horizonte esperando por nós dois / Se você não vem comigo / Nada disso tem valor / De que vale o paraíso sem amor?”

Cada um tem seu próprio conceito sobre o sentido e o significado das coisas, mas talvez exista um ponto de convergência a balizar nossas escolhas, a nos impulsionar para o compartilhamento de afinidades e mesmo das diferenças.
      
O que escolhemos?
      
A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – SOBRAMES oferece beleza e arte no relacionamento entre os pares. Essa é a música que nos inspira! E onde há música, há poesia a ser dita em verso e prosa, há parceria no bailado único que movimenta lábios que sorriem com gratidão e alegria.
      
A vida é convite ao movimento, aos volteios, ao passo em conjunto. A vida é ritmo sincopado... E talvez tenha sido feita para dançar.
      
Eis o convite: aproveitemos as oportunidades que nos reúnem para o congraçamento que celebra a vida.
      
Participem da IX Jornada da SOBRAMES no Rio de Janeiro, de 19 a 22 de outubro próximo.
      
Programem-se, com delegações fortes e pujantes, para o XXVII Congresso da SOBRAMES, em São Luís do Maranhão, de 20 a 23 setembro de 2018.
      
Sigamos!


      

      
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